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TURISMO

Conhecida na Antiguidade como Monte da Lua, pela forte tradição dos cultos astrais ainda visíveis em inúmeros objectos arqueológicos, a Serra de Sintra é um maciço granítico com cerca de 10 Km de comprimento que emerge, abruptamente, entre uma vasta planície a Norte e o estuário do Tejo a Sul, numa cordilheira serpenteante que entra pelo Oceano Atlântico até formar o Cabo da Roca, a ponta mais ocidental do Continente Europeu.

Acarinhada e venerada pelo Homem ao longo da História, a Serra de Sintra apresenta hoje um conjunto fabuloso de monumentos das mais variadas eras, desde a Pré-História aos nossos dias, demonstrativo de um respeito ímpar e de uma enorme tolerância cultural, talvez a razão máxima que levou Sintra a ser consagrada Património da Humanidade (UNESCO).

Durante a sua estadia na CASA DE VALMARINHA, não lhe faltará tempo nem motivos para visitar muitos destes admiráveis locais. Desde a labiríntica vila velha de Sintra, ao seu mágico Parque Natural, perca-se em algum dos seus incontáveis palácios românticos, admire o Castelo dos Mouros, não perca uma visita à Pena e finalmente despeça-se de cada um dos seus dias de férias, com memoráveis pôr-do-sol,  junto ao Cabo da Roca.

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“VILA VELHA” DE SINTRA  (a 12,5km)

O Centro Histórico / “Vila Velha” de Sintra, desenvolve-se entre o antigo Paço Real e o próprio sopé da Serra, desde a época muçulmana e Idade Média, mas é no séc. XVI que, ao ser visitada por numerosos artistas humanistas, Sintra conhece os seus primeiros ares de prestígio, no entanto interrompidos pelo terramoto de 1755 que deixa grande parte da “Vila Velha”, parcialmente destruída.

Durante o séc. XIX, Sintra vive um novo período de apogeu com a vinda de numerosos viajantes, artistas, escritores e aristocratas nacionais e estrangeiros, tais como Eça de Queiroz, Richard Strauss, Lorde Byron ou Christian Andersen, que a procuram enquanto lugar privilegiado de vilegiatura. É a fase dos ideais românticos que se traduz na remodelação ou construção de quintas e palacetes, hotéis e pensões, assentes num equilíbrio perfeito entre construção e paisagem, enquanto na sua periferia se instala gente de grandes recursos económicos, trazendo as novidades arquitectónicas do revivalismo e do ecletismo.

Entre as pequenas vilas nos arredores de Sintra, recomendamos vivamente um passeio pela vila de S.Pedro de Penaferrim e pela vizinha vila de Colares

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PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA (PAÇO REAL OU PALÁCIO DA VILA)  (a 12,5km)

No centro da “Vila Velha” de Sintra destaca-se, pela sua antiguidade e singularidade, o impoluto Palácio Nacional rebatizado como Palácio da Vila, de origem provável num primitivo paço dos antigos walis muçulmanos e que se torna a partir do século XII e por cerca de oito séculos, residência da Família Real Portuguesa. Nele estão presentes vários estilos arquitectónicos – gótico, mudéjar e manuelino. Foi muito utilizado na Idade Média como refúgio da Corte durante os meses de verão e para a prática da caça.

Constituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país e é dominado por duas monumentais chaminés cónicas geminada de 33 metros de altura que coroam a cozinha e constituem o “ex-libris” de Sintra.

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CASTELO DOS MOUROS  (a 10km + trajecto pedestre)

A existência de vestígios do Neolítico (5.000 anos a. C), atesta a  antiguidade da presença humana no local. Vestígios arqueológicos datam o Castelo da época muçulmana, embora também se aluda a uma possível fundação deste castelo ainda no período visigótico.

Neste antigo castelo nunca se travou nenhuma batalha. Tanto os seus ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do Castelo. Tal facto deve-se à sua função, que não era tanto a da defesa da vila mas sim de defesa e vigilância de Lisboa e arredores.

Actualmente tanto as suas impressionantes muralhas como torres estão em ruinas mas, a partir delas, pode-se disfrutar de magníficas vistas sobre o maciço rochoso da serra.

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PARQUE E PALACIO DA PENA  (a 15,5km)

Em 1838, Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, rei consorte de D. Maria II, decidiu erigir no antigo mosteiro da Pena, parcialmente destruído após a extinção das ordens religiosas e o terramoto de 1755, um “Palácio Novo” com referências ao estilos manuelino e mourisco.

Aproveitando o terreno acidentado, a fertilidade do solo e a singularidade climática da serra, D.Fernando II ordena ainda plantar um imenso arvoredo, originário de regiões distantes, enquadrando, bem ao gosto romântico da época, ruínas, pavilhões e pequenas construções para criar ambientes diversos e cenários de inigualável beleza natural.

Aquando da visita a Sintra, Richard Strauss descreveu assim a sua visita:

 ”Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor – e, lá no alto, está o castelo do Santo Graal” chale-e-parque

JARDIM E CHALET DA CONDESSA D’EDLA E QUINTA DA PENA  (a 9,5km)

Em 1869, D. Fernando II casa com a sua segunda esposa, a Condessa d’Edla e para ter uma residência separada do Palácio, manda edificar o Chalet, localizado no extremo oposto do Parque, face ao Palácio da Pena.

O Chalet foi construído segundo o modelo dos Chalets Alpinos então em voga na Europa. Foi concebido como uma construção de recreio, de carácter privado, onde o casal se dedicou ao arranjo paisagístico da zona envolvente, criando um novo jardim..

Influenciados pelo espírito coleccionista da época, reuniram espécies botânicas provenientes dos quatro cantos do mundo, assim criando um ambiente natural de enorme importância científica – um cenário romântico repleto de dramatismo.

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PARQUE E PALÁCIO DE MONSERRATE  (a 7km)

O exuberante Palácio de Monserrate está localizado em pleno Parque Natural, fora do centro da vila de Sintra, e a sua beleza funde-se com um notável jardim romântico, um dos mais ricos jardins botânicos existentes em Portugal, mandado erguer e plantar pelo milionário inglês Francis Cook, constituindo-se como testemunho ímpar do espírito eclético do séc. XIX.

O palácio caracteriza-se pela sua torre circular, as suas cúpulas e decoração exótica enquanto o romântico jardim contempla mais de 2.500 espécies botânicas diferentes dividas por zonas: desde um imenso manto relvado em volta do palácio ao  jardim do México, ao do Japão, do vale dos fetos, aos delicados cursos de água, e incontáveis  grutas.

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QUINTA DA REGALEIRA  (a 9km)

Outrora pertencente à Viscondessa da Regaleira, a Quinta foi adquirida e ampliada pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro detentor de uma fortuna prodigiosa, que lhe valeu a alcunha de Monteiro dos Milhões.

A arquitectura singular do palácio, foi cenicamente concebida como um éden, salientando-se a predominância dos estilos neomanuelino, romântico, gótico e renascentista e constitui um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra.

O jardim, representação do microcosmo, é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério, relacionados com a alquimia, a Maçonaria, a Ordem dos Templários e de Rosa Cruz e outros rituais místicos.

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PALÁCIO DE SETEAIS  (a 8,5km)

O nome do Palácio, segundo uma antiga lenda deve-se ao facto de, naquele local, ao dizer-se “ai”, o eco se repetir por sete vezes.

Implantada num local de grande beleza paisagística, ergue-se esta belíssima construção setecentista, por encomenda de Daniel Gildmeester, então cônsul da Holanda em Portugal, durante o período pombalino. A esta construção inicial juntam-se-lhe adições de outros estilos, predominantemente neoclássico, de fortes influências inglesas.

O majestoso conjunto culmina nos jardins impressionantemente bem cuidados, de buxos, relvados, inúmeros terraços, mirantes que culminam no famoso “Penedo da Saudade”, com vistas privilegiadas sobre o Castelo, o Palácio de Monserrate e o mar. Belíssimo.

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CONVENTO DOS CAPUCHOS  (a 5km)

Mandado erigir em 1560, por Álvaro de Castro após a morte de seu pai, surgiu inicialmente o Convento da Santa Cruz.

O percurso conduz os visitantes numa viagem ao passado em que se abordam os princípios da vida conventual franciscana bem evidentes neste convento muito particular, onde a sua maior beleza reside na paz da sua austeridade e na tranquilidade que nele se respira.

A mata que circunda o Convento dos Capuchos é considerada actualmente uma relíquia da Serra de Sintra e um dos locais mais emblemáticos da relação de harmonia entre o Homem e a Natureza.

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PALACIO NACIONAL DE QUELUZ  (a 25km)

Este palácio é um dos palácios mais importantes da família real portuguesa.

Foi mandado construir em 1747, e é um dos expoentes máximos da arquitectura palaciana do séc. XVIII em Portugal. Tanto os seus espaços interiores como os jardins são fortemente marcados por influências francesas e italianas, num período que percorre o barroco, o rocaille e o neoclássico.

Entre os reinados de D.Maria I e de D.João VI foi sempre utilizado como um Palácio de Verão, onde sobressaia a grande animação lúdica, a par com a grande versatilidade dos espaços, que eram encenados e armados conforme as diferentes funções e eventos, habitualmente festas religiosas ou aniversários reais. Grande parte dos festejos tinham lugar nos jardins e incluíam fogo de artifício, jogos equestres e combate de touros, entre outros divertimentos.

Durante o período das invasões francesas o palácio foi alvo da cobiça dos ocupadores que saquearam e pilharam grande parte do palácio. Finalmente a fratricida guerra entre absolutistas e liberais fez “correr o pano” sobre a época de ouro do Palácio de Queluz.

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CONVENTO DE MAFRA  (a 25km)

Um dos mais imponentes monumentos do Barroco em Portugal, o Palácio Nacional de Mafra é um símbolo do reinado absolutista de D. João V. Das suas 1200 divisões, realce para a Biblioteca, uma das mais importantes do século XVIII, com um acervo de cerca de 35 mil volumes, para o Convento, que constitui um património religioso ímpar no nosso país, para a Basílica, obra-prima da arquitectura setecentista, com os seus seis órgãos e para os famosos Carrilhões, conjunto único no mundo pelas suas dimensões e beleza do seu mecanismo.

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CABO DA ROCA  (a 3,5km)

O Cabo da Roca, conhecido no tempo dos romanos como Promontorium Magnum é o ponto mais ocidental de todo o Portugal, da Península Ibérica, de toda a Europa Continental, da Eurasia…

O impressionante promontório emerge aproximadamente 140m sobre o nível do mar, onde está localizado um farol e as coordenadas gravadas numa placa no próprio monumento.

Foi definido pelo grande poeta português Luís Vaz de Camões como o local “onde a terra acaba e o mar começa”.